Li Jiaying foi ao espaço na noite de domingo.

Ela é mãe. Um policial. E agora o primeiro astronauta de Hong Kong a voar a bordo da Shenzhou-23. A nave transportou uma tripulação de três pessoas em direção à estação espacial Tiangong, atracando apenas algumas horas depois que o lançamento iluminou o céu.

Aos 43 anos, Li traz um tipo específico de coragem. Ela também é a cientista de carga útil designada para esta rotação. Seus companheiros são Zhu Yangzhu, 39 anos, engenheiro espacial, e Zhang Zhiyuan, 39 anos, ex-piloto da Força Aérea.

As apostas parecem maiores do que o normal. Este não é apenas um teste. A China quer enviar humanos à Lua até 2030, enquanto os EUA pretendem uma aterragem tripulada até 2028, uma corrida que continua a acelerar. O voo de Li alimenta essa maquinaria, mas o seu papel específico tem um peso maior.

Pelo menos um membro desta tripulação ficará lá durante um ano inteiro. Não importa quem seja ainda; as autoridades ainda não decidiram. O fato permanece. Um ano em microgravidade faz com que a biologia e o hardware ultrapassem os limites habituais das missões anteriores. Faz fronteira com o recorde histórico de 14 meses, alcançado em 1995 pelo cosmonauta russo Valery Polykov.

“Por que não tentar?” Li se perguntou quando surgiu a chance.

Ela cita Yang Liwei, o primeiro astronauta da China, como a centelha. Ao dirigir-se ao local de lançamento no deserto de Gobi, ela disse à CCTV que a altitude da nave espacial chinesa corresponde à confiança do povo, que mantemos a cabeça erguida.

O astrônomo Richard de Grijs chama o período de um ano de regime operacional totalmente diferente.

Um ano em órbita empurra tanto o hardware como os seres humanos para um território inexplorado nas fases anteriores, demonstrando a mudança de viagens rápidas para conhecimentos de longo prazo no espaço profundo.

O lançamento em si foi um espetáculo. Grandes multidões se reuniram no deserto noroeste, agitando bandeiras enquanto o foguete Longa Marcha 2F decolava às 23h08, horário local.

Sua experiência como policial de Hong Kong importa além do simbolismo? Analistas dizem que isso ajuda Pequim a despertar o patriotismo entre os jovens, mostrando que figuras da cidade podem liderar estas missões.

Li Jiaying está flutuando na estação Tiangong agora. O tempo está passando para a seleção final de quem ficará por um longo período e quem voltará para casa. Teremos que esperar e ver quem tira a sorte pequena.