Os caranguejos ervilha são minúsculos crustáceos branco-rosados que vivem dentro dos corpos moles de amêijoas, ostras e vieiras. Pertencem ao gênero Pinotheres e praticam o comensalismo, o que significa que usam outros animais para abrigo e proteção, mas não comem o hospedeiro. Esses caranguejos fazem parte da ordem Decapoda, que inclui os caranguejos, lagostas e camarões mais conhecidos.
A espécie mais comum na América do Norte é Pinnoteres ostreum, frequentemente chamado de caranguejo-ostra. Você os encontrará principalmente nas águas costeiras do Atlântico, com altas concentrações na Baía de Chesapeake. A fêmea do caranguejo-ostra é fácil de detectar se você abrir a concha certa. Ela tem até 2 cm (cerca de 0,75 polegadas) de diâmetro e um corpo que parece branco rosado. Uma faixa irregular atravessa sua carapaça de frente para trás. Os machos são muito mais raros, menores, marrom-escuros e normalmente nadam livremente, em vez de se esconderem dentro dos hospedeiros.
A fêmea do caranguejo ervilha segura os ovos com as patas traseiras até que eclodam.
Assim que as larvas eclodem, elas deixam o molusco e nadam livremente. Eles eventualmente se acomodam na cavidade do manto de outro bivalve para iniciar seu ciclo novamente. A cavidade do manto é o espaço dentro da concha onde residem as brânquias e outros tecidos moles.
Quais espécies vivem em águas europeias?
Enquanto P. ostreum domina o cenário norte-americano, outras espécies ocupam nichos ecológicos semelhantes na Europa. Pinnoteres pisum vive em conchas de mexilhões e berbigões nas águas costeiras europeias. Pinotheres maculatus tem um alcance semelhante a P. ostreum mas é frequentemente encontrado dentro de vieiras, amêijoas e mexilhões.
Por que os caranguejos-ervilha se escondem dentro dos moluscos?
Predadores. O interior da concha de um bivalve é um local seguro. A maioria dos peixes e caranguejos maiores não consegue alcançar os tecidos moles nas profundezas da cavidade do manto. Por viver dentro de casa, o caranguejo ervilha evita ser comido. Essa relação beneficia o caranguejo sem prejudicar o hospedeiro, razão pela qual os cientistas o classificam como comensal e não parasita.
O caranguejo não se alimenta do molusco. Ele come sua própria comida, geralmente pequenas partículas ou plâncton, enquanto permanece escondido. Isto torna-os exemplos fascinantes de como a vida marinha se adapta para coexistir em espaços apertados.
Da próxima vez que você abrir uma ostra e avistar um pequeno caranguejo rosa com costas listradas, você estará diante de um dos segredos mais bem guardados do oceano. Não é um erro. É uma estratégia de sobrevivência.
























