Em 1995, a rede ABC lançou uma bomba. Eles iriam cancelar My So-Called Life.
Foi um show de baixa audiência. Mas era extremamente amado.
Os fãs entraram em pânico. Eles lançaram uma das primeiras campanhas online da história da televisão para salvá-la. Os argumentos eram lógicos. Claire Danes acabara de ganhar um Globo de Ouro. A escritora Winnie Holzman recebeu uma indicação ao Emmy. Os críticos adoraram. Foi um fenômeno cultural.
Não importava. ABC desligou a tomada. Os fãs de Jordan Catalano ficaram arrasados.
Por que? Foi apenas por causa do dinheiro?
Sim e não.
O jogo de classificação e dados demográficos
Quando as redes decidem quais programas vão ao ar, elas fazem perguntas específicas.
- Este programa atrairá classificações suficientes da Nielsen?
- Ele atrai o público-alvo dos anunciantes (espectadores de 18 a 49 anos)?
- A rede é dona do programa?
Licenciar conteúdo de um estúdio é caro. Produzi-lo internamente é mais barato. A rentabilidade é importante.
Depois há o custo de produção. Programas como Grey’s Anatomy foram ao ar por temporadas. Os salários aumentam. Os custos de produção aumentam.
Mas as classificações não são tudo.
Agendamento de ajustes e restrições de rede
Um show deve se encaixar na programação.
Em 2013, a CBS cancelou dois programas de maior audiência. Vegas e CSI: NY.
Nina Tassler, presidente de entretenimento da CBS, explicou isso claramente.
“Eles simplesmente não se enquadravam no cronograma e no que estávamos tentando fazer”
As redes de transmissão têm horários nobres limitados. ABC, CBS, NBC. Eles têm que fazer escolhas mais difíceis.
Redes a cabo como A&E ou Bravo têm mais flexibilidade. Eles têm mais slots. A pressão é diferente.
A interrupção do streaming
Agora, a transmissão e a TV a cabo enfrentam concorrência.
Veículos digitais como o Netflix produzem conteúdo de alta qualidade. Castelo de cartas. Laranja é o novo preto.
Eles não dependem de receitas de publicidade.
Os espectadores cortaram o cordão. Eles usam dispositivos de streaming como Roku e Apple TV. O modelo tradicional está ameaçado. É sustentável?
Talvez não.
Mas os espectadores têm mais opções do que nunca.
Minha suposta vida continua viva. O mesmo acontece com inúmeros outros programas cancelados.
Eles sobrevivem no Netflix. YouTube. Alternativas de televisão digital.
O negócio muda. Os fãs se lembram.
























